O que é a consultoria de inteligência artificial para empresas
Consultoria de IA é o trabalho de decidir onde a inteligência artificial deve e não deve ser aplicada numa organização, antes de se escrever código. Analisa-se o que as pessoas fazem hoje, que informação já existe escrita, onde o processo pára, e quanto custa essa paragem.
Só depois se discute tecnologia — machine learning, processamento de linguagem natural, agentes, automação de documentos. A ordem inversa, que é a mais comum, produz projetos que funcionam em demonstração e não sobrevivem ao primeiro mês de utilização real.
A maior parte dos projetos de IA falha antes de se escolher um modelo
Falham porque o problema nunca foi definido em termos que permitissem saber se estava resolvido. «Queremos usar IA» não é um problema. «Três pessoas passam a manhã a copiar dados de emails para o ERP e o erro só aparece na faturação» é.
A segunda causa é medir o que é fácil em vez do que interessa. Um agente que responde em dois segundos mas encaminha mal um em cada dez casos pode custar mais do que o processo que substituiu, e o painel de controlo continua verde.
Por isso começamos por uma prova de conceito com critério de sucesso escrito antes de começar. Se não passar, ficou barato descobri-lo.
O que faz de um processo um bom candidato a IA
Três propriedades, e convém tê-las às três. Repete-se com frequência suficiente para se pagar. Depende de informação que já está escrita nalgum lado. E o erro é visível antes de se tornar caro, porque alguém vê o resultado no decurso normal do trabalho.
Processos que falham a terceira propriedade — decisões cujo erro só aparece meses depois, ou em que ninguém revê o resultado — são os que dão problemas graves. Nesses, ou se acrescenta supervisão humana, ou não se automatiza.
Há casos em que a resposta honesta é que não vale a pena. Dizemo-lo, e explicámos porquê nos nossos casos de estudo, incluindo decisões que dispensaram IA.
IA à escala de uma PME é um argumento diferente
A maior parte do que se escreve sobre IA empresarial pressupõe equipas de dados, orçamentos anuais e um departamento de TI. Em Portugal, a maioria das empresas não tem nada disso — e continua a ter os mesmos processos manuais, com menos gente para os aguentar.
À escala de uma PME o cálculo muda: o projeto tem de dar retorno em meses e não em anos, tem de funcionar sem alguém a mantê-lo a tempo inteiro, e tem de assentar no software que já existe em vez de exigir substituí-lo.
Trabalhamos com hotelaria, autarquias, seguros, saúde, indústria e serviços profissionais. O que fizemos em cada um está nos casos de estudo, com clientes anonimizados e sem percentagens que não possamos mostrar de onde vieram.